22 outubro 2011

Quanta vida queres?

Quanta vida queres?
Uma que dure muitos anos...poucos?
Uma que seja intensa, cheia de medos, incertezas, trambolhões no empedrado... sorrisos pendurados no estendal da roupa, o toque que arrepia de quem se ama, o turbilhão que é sentir-se tanto que se julga que o coração há-de martelar-nos no peito até que saia fora, até que o seguremos com as proprias mãos, até que sangre varanda abaixo e deixe finalmente de bater?
[ou]
Uma tranquila, sem grandes sobressaltos, a escolher amar aquilo que é bom para nós e a sabermos perfeitamente que isso nunca se assemelhará, nem de perto nem de longe, a amar verdadeiramente, mas que ainda assim, a felicidade de remissa nos deixa tão mais seguros, estáveis, sossegados?

Quanta vida queres?

Nem todos vão compreender,aceitar, nem tão pouco gostar, mas perdendo aquilo que nos define, aquilo que nos permite fazer essa distinção, perdemos o direito à escolha mais importante de toda a nossa vida:

Afinal de contas, quanta é a vida que queremos?

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